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“E eu olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro seres viventes, e no meio dos anciãos UM CORDEIRO EM PÉ, como se estivesse sido morto; tendo SETE CHIFRES E SETE OLHOS, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a terra.” Ap 5:6

O Livro do Apocalipse narra a História da Glorificação de JESUS.

Nossa história começa no capítulo 4, onde o apóstolo João tem um redimensionamento espiritual, no verso 1, ele ouve uma voz como de trombeta chamando-o para cima e, imediatamente ele se encontra em espírito no céu, é arrebatado para o céu e vê um trono, Aquele que está assentado no trono, vê também o círculo mais próximo do trono formado por 4 seres viventes que adoram a Deus todo o tempo dizendo: SANTO, SANTO, SANTO, Senhor Deus Todo-poderoso, que era, que é e que há de vir. Estes seres viventes são os guardiões da Santidade de Deus, também tipificam os Evangelhos: Um tem cara de Leão – Rei – Evangelho de Mateus fala de Jesus como Rei; o segundo tem a cara de um bezerro, bezerro é um animal de serviço – Evangelho de Marcos – apresenta Jesus como Servo que deu a Sua vida por nós; o terceiro ser vivente tem cara de Homem – Evangelho de Lucas que apresenta Jesus como o Filho do Homem; o quarto ser vivente tem cara de Águia quando está voando – Evangelho de João que é conhecido como o evangelista com a visão da águia quando voa, pois apresenta Jesus como o mais alto Soberano, Senhor da História. Os vinte e quatro anciãos não são anjos, são seres celestiais guardiões da Justiça de Deus, tipificam os 12 Patriarcas do Antigo Testamento e os 12 Apóstolos do Novo Testamento.

Cenário montado no capítulo 4, o capítulo 5 traz o acontecimento principal: A Glorificação do Cordeiro que foi morto, que também é Leão da Tribo de Judá, que toma o Livro selado por 7 selos da mão Daquele que está assentado no trono e passa a reinar sobre o universo. Depois que o Cordeiro toma o Livro que ninguém no céu, sobre a terra, debaixo da terra podia tomar, vemos declaradas TRÊS BELÍSSIMAS PALAVRAS DE LOUVOR AO CORDEIRO QUE TEM O LIVRO: 1) Versos 9 e 10 – Os 4 seres viventes e os 24 anciãos cantam uma nova canção; 2) Versos 11 e 12 todos os anjos do céu entoam louvores; 3) Versos 13 e 14 – Cada criatura no céu, na terra, debaixo da terra, no mar e tudo o que neles há rendem louvor Àquele que venceu.  O Sacrifício de Jesus na Cruz era a única possibilidade de salvação para nós e a obediência perfeita ao Pai. A Cristo, Todo o Louvor de todo o Universo!

Reverendo Cezar de Oliveira

“O Senhor seja louvado! Pois clamei a Deus por livramento e estou salvo dos meus inimigos.” Salmos 18:3 Versão King James Atualizada

Louvor significa Elogio. Você costuma elogiar as pessoas que te cercam, você consegue enxergar habilidades em seu filho ou filha, sua esposa, seu esposo, você consegue ver características positivas nos seus pais? Pois é, o elogio faz bem à alma, anima, nos faz enxergar coisas em nós que ainda não tínhamos visto, até porque, existem características em nós que não conseguimos perceber com clareza, mas as pessoas com quem convivemos conseguem. Elogie mais, reconheça a diferença que seus familiares e amigos fazem na sua vida e diga isto para eles.

O Salmista reconhece a bondade e a misericórdia com as quais Deus o trata, ele O louva pela oração respondida, pelo livramento dos seus inimigos. Você sabe o que é louvar a Deus de todo o coração, de toda a sua alma? É um reconhecimento verdadeiro que vem da experiência que temos com Ele, se caminhamos com Deus, se no nosso dia a dia Ele está presente, certamente já experimentamos Seu livramento, fomos alvos de Sua proteção e vimos a bondosa mão do Senhor agindo sobre nós. Digo isto, pois, na maior parte do tempo, louvamos a Deus com a nossa intelectualidade, aprendemos que Deus é bom, sabemos que Ele é o nosso socorro, mas algo diametralmente diferente, é afirmar como o Salmista: O Senhor seja louvado! Pois clamei e fui livrado dos meus inimigos. Ele viveu esta história, experimentou os temores de ser confrontado por inimigos mais fortes do que ele, contra os quais não conseguiria lutar, ele passou pelo vale da sombra da morte, mas foi livrado. A experiência de livramento, de ver no nosso cotidiano a boa mão do Senhor sobre nós, nos leva a Louvá-Lo de todo o coração. Neste mês de Novembro, você será incentivado a louvar  a Deus de todo o coração, um louvor que nos liberta dos nossos medos e ansiedades, um louvor que nos aproxima de Deus, um louvor que é uma arma de vitória, que nos tira do ostracismo e da prostração, um louvor que revela nossa intimidade com Deus e mostra a todos em Quem temos crido. Louve a Deus em face do amor e gratidão que você tem por Ele.

Reverendo Cezar de Oliveira

“E, eles não podendo aproximar-se Dele, por causa da multidão, destaparam o telhado onde estava; e, fazendo uma abertura, eles baixaram o leito onde estava deitado o paralítico.” Evangelho de Jesus segundo Marcos 2:4

Estamos no primeiro Evangelho, escrito por Marcos, filho de Maria, sobrinho de Barnabé, em cuja casa os discípulos se reuniram com certa frequência, inclusive na última ceia (João 13 e 14). Marcos estava com Pedro em Roma pouco antes do martírio dele, quando registrou todas as pregações de Pedro sobre o ministério de Jesus.

O texto em epígrafe faz parte do início do ministério de Jesus na Galileia, quando voltou para a casa do apóstolo Pedro, onde ficava quando estava na Galileia, lembrando que Jesus morou em Nazaré antes de começar seu ministério público.

Esta cura é o primeiro de cinco milagres que questionam a autoridade de Jesus. Aqui, os escribas acusam Jesus de blasfemo, ao dizer ao paralítico: “Filho, perdoados são os teus pecados.” Esta acusação foi a que baseou o julgamento mentiroso ao qual Jesus foi submetido, condenado e entregue a Pilatos para ser crucificado.

A casa de Pedro estava cheia de tal forma que ninguém conseguia aproximar-se sequer da porta. Os extraordinários amigos do paralítico, não se intimidaram com as dificuldades, criam tanto que Jesus poderia curar seu amigo, amavam tanto o seu amigo que, destelharam a casa, quebraram o barro, baixaram o paralítico que estava numa maca de transporte de enfermo de uma pessoa pobre. Jesus vendo a fé (leia-se esforço, vontade, persistência) dos amigos, curou o paralítico que saiu da casa de Pedro andando e carregando o seu leito.

O que você é capaz de fazer para levar seus familiares e amigos aos pés de Jesus? Você crê de verdade em Jesus, que Ele pode curar e transformar seus familiares e amigos? Você ama de verdade seus familiares e amigos? Os amigos do paralítico carregaram-no para a laje, quebraram a laje exatamente no lugar que era possível coloca-lo diante de Jesus. O esforço, persistência, a fé deles foi vista por Jesus, que atendeu a oração do coração dos amigos e o milagre aconteceu.

Esta é uma história excepcional sobre a amizade, Autoridade do Filho de Deus e da maldade dos homens que não conseguem crer em Jesus como Messias. O que você vai fazer?

Reverendo Cezar de Oliveira

“Quando Ele desceu do monte, grandes multidões O seguiam. E, eis que veio um leproso, e O adorou, dizendo: Senhor, se Tu queres, podes limpar-me.” Evangelho de JESUS segundo Mateus 8:1 e 2

Jesus Cristo estava no monte, onde acabara de ministrar o seu sermão mais famoso, o Sermão do Monte. Depois que desceu do monte uma grande multidão o seguia e, do meio da multidão saiu um leproso e apresentou-se a Jesus, ajoelhando-se diante Dele, suplicou: Se queres, Tu podes purificar-me. Jesus o curou.

Quando a Reforma Protestante nos colocou novamente diante das Escrituras Sagradas, foi exatamente porque as Escrituras nos revelam a JESUS CRISTO, em todo o seu amor e bondade.

Quero compartilhar com vocês alguns detalhes tanto do leproso quanto da atitude do nosso Senhor.

Em primeiro lugar, observe que o leproso sai da multidão que seguia a Jesus. O leproso deveria estar totalmente coberto de roupas, pois a Lei proibia aos portadores de lepra estarem próximos das pessoas, muito menos no meio da multidão. O leproso teve coragem de entrar no meio da multidão e sair na hora certa para apresentar-se a Jesus. Na multidão, é possível nos esconder de muitas coisas, é um lugar que evita que enfrentemos nossas sombras, quem realmente somos e nos mistura a outros.

Você tem coragem de sair da multidão e mostrar quem realmente você é, sem máscaras, para se apresentar a Jesus?

O leproso achega-se a Jesus de forma humilde e temerosa, ele diz: Se queres, podes curar-me, indicando a possibilidade de ele ter sido rejeitado em ter sido enxotado da presença de outras pessoas que procurou.

O leproso manifesta respeito e obediência à vontade soberana de Jesus Cristo, quando diz:  se queres.

O leproso manifesta fé no poder de cura do Senhor, do Kirios tradução grega de YHAVEH do hebraico.

JESUS, por sua vez, estendeu a mão para o leproso. Você sabe o que isto significa? Ninguém sequer se aproximava de um leproso, Jesus estendeu a mão para ele. Jesus tocou o leproso, com estes gestos, Jesus estava curando a vida emocional do leproso, depois de todo o isolamento e rejeição sofridos por ele.

Depois disto, Jesus ministra ao leprosos a cura física através de uma Palavra: Quero, fica limpo! Imediatamente a lepra retirou-se dele.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a Quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” Carta Geral aos Hebreus 1: 1 e 2

Este mês comemoramos 502 anos do Movimento de Reforma Protestante, ocorrido em 31 de Outubro de 1517, quando o monge agostiniano Martinho Lutero (1483-1546), irritado com o Bispo Católico Johann Tétzel, que promovia um grande saldão de indulgências (venda de perdão de pecados, extinção da punição em vida ou na morte), o que irritou de vez o monge, levando-o ao confronto com a autoridade da igreja católica, afixando na porta da Igreja de Wittenberg, na Alemanha, suas famosas 95 teses. Assim, começou a reforma que rapidamente se estendeu por toda o país.

Se o Monge Martinho Lutero foi quem deu o pontapé inicial na Reforma, o Teólogo Francês João Calvino (1509 – 1564), a institucionalizou, escrevendo as bases doutrinárias, a internacionalizou promovendo a sua expansão. Calvino era católico até os 24 anos, quando se converteu ao protestantismo. Foi perseguido na França, que não abraçou a Reforma, e fugiu para Genebra, na Suíça, onde mais tarde se tornou prefeito. Calvino deu acolhida em Genebra a todas as pessoas de todas as nacionalidades que se convertiam ao protestantismo e eram perseguidas em seu país de origem. Em Genebra, as pessoas eram discipuladas, e voltavam aos seus países como missionários, ganhando muitos outros para Cristo. Esta migração para Genebra foi tão grande que a cidade dobrou a sua população em poucos anos, causando muitos problemas sociais que tiveram que ser resolvidos pelo Reformador.

Calvino escreveu um comentário da Carta aos Hebreus, dedicando-o ao Rei da Polônia, Sigismundo II, o que fez com que o rei abrisse seu país para a Reforma Protestante. O interessante é que Sigismundo II não chegou a se converter ao protestantismo, continuou sendo católico, mas abriu a Polônia para a pregação da Palavra e o estabelecimento de Congregações protestantes.

A Carta Geral aos Hebreus é a única na Palavra que exalta Cristo como Sumo Sacerdote que penetrou os céus, fazendo a remissão dos nossos pecados de uma única vez, sendo exaltado, assentando-se à Destra do Todo-Poderoso. Por isso, ela foi tão importante na Reforma.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Fazei tudo sem murmuração nem contenda.” Carta de Paulo aos Filipenses 2:14

A Igreja de Filipos foi a primeira Igreja que Paulo fundou na Europa (Atos 16), quando, procurando uma direção em sua segunda viagem missionária, tem uma visão de um varão macedônio que lhe pedia: “passa à Macedônia e ajuda-nos!”. Em obediência a esta visão, Paulo vai a Filipos, uma cidade com poucos judeus, pois não tinha uma sinagoga. Uma cidade para ter uma sinagoga tinha de ter, pelo menos dez famílias judaicas vivendo ali. Paulo procura e acha um lugar de oração onde mulheres se reuniam, ali prega o Evangelho e Lídia, vendedora de púrpura da cidade de Tiatira se converte ao Senhor.

A Igreja de Filipos era uma Igreja missionária e muito generosa. Ela sustentou o ministério de Paulo quando ele pregou em Tessalônica, em Corinto, quando estava na prisão em Roma, além de mandar uma oferta ao apóstolo, mandou também um dos seus líderes, Epafrodito, para auxiliar o apóstolo.

Esta Igreja tinha dois problemas: 1) Heresia, trazida por mestres judeus que eram pregadores itinerantes. Eles desejavam que a igreja, além de Cristo, observasse a Lei mosaica. Paulo combate esta heresia com a doutrina da justificação pela fé. 2) Divisões na Igreja, fruto de egoísmo e carnalidade, que ameaçavam a unidade do Corpo de Cristo naquele lugar. Podemos observar esta situação em Filipenses 4:2, quando Paulo pede a duas líderes da Igreja, Evódia e Síntique, que tenham o mesmo pensamento.

Os problemas da Igreja no século XXI são os mesmos: Heresias produzidas dentro da Igreja ou trazidas de fora, como fruto de influência de falsos líderes, a carnalidade, o egoísmo e o desejo de fazer prevalecer na igreja o seu pensamento.

Paulo exorta a Igreja à unidade no capítulo 1, chama a atenção da Igreja para que tenha cuidado com as heresias no capítulo 3, no capítulo 2, depois da aula sobre Kenosis, o esvaziamento de Cristo de Sua glória, assumindo uma postura de servo, sendo humilde até à morte e morte de cruz, ele apela à Igreja que cresça espiritualmente, desenvolvendo a salvação, através da prática da Palavra, tendo uma postura positiva, sem murmurações, cultivando a alegria. Desafio você a tomar este exemplo da Igreja de Filipos.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Tendo, pois, irmãos, ousadia (intrepidez) para entrar no santíssimo lugar (na presença de Deus), pelo sangue de Jesus […] Aproximemo-nos…” Carta aos Hebreus 10:19 e 22

A Carta aos Hebreus tem dois objetivos claros: 1) Exaltar a Jesus como Deus único e magnífico Sumo Sacerdote; 2) Exortar aos destinatários a alcançarem a Maturidade Espiritual, e aprenderem a viver pela fé. Seu autor é anônimo e seus destinatários prováveis um grupo de ex-sacerdotes do judaísmo. Ela foi escrita em 68 d.C. durante o reinado do Imperador Nero em Roma.

Tendo em vista a obra perfeita de salvação realizada por Cristo através de seu sacrifício único e suficiente na cruz para o pagamento de nossas transgressões, rasgando o véu que nos separava da presença de Deus, ele exorta aos seus leitores que sejam ousados e entrem na presença de Deus através do sangue de Jesus.

Segundo a carta, nós devemos nos aproximar de Deus da seguinte forma: 1) Com o coração verdadeiro – Nós estamos acostumados a uma relação superficial uns com os outros e nem sempre verdadeira. Ao nos aproximarmos de Deus, temos de fazê-lo de todo o coração, num relacionamento único com o Pai.  2) Em plena ou inteira certeza de fé na Pessoa de Jesus, em Seu Sacrifício Perfeito que nos colocou na presença de Deus.  3) Com o coração purificado de má consciência através do lavar renovador e regenerador do Espírito Santo.  4) Considerando nossos irmãos no amor fraternal, e os estimulando ao amor e à prática de boas obras.  5) Não abandonando a Igreja, à prática da comunhão e convivência uns com os outros, como vemos hoje em dia, é costume de alguns. Pelo contrário, o autor nos orienta a que exortemos uns aos outros à fidelidade, a medida em que a volta do Senhor se aproxima.

Em outras palavras, as Escrituras nos ensinam que Jesus é plenamente suficiente para nossa salvação, que Sua morte na cruz nos colocou diante do trono da graça do Pai, onde somos recebidos como filhos. Diante de tão grande salvação, precisamos nos aproximar de Deus, buscar a Sua presença, com o coração verdadeiro, purificado, em plena certeza de fé na suficiência de Cristo, como Igreja, considerando uns aos outros e estimulando-nos mutuamente ao amor e às boas obras, não deixando de nos congregar como é costume de alguns. O que Deus quer é um relacionamento verdadeiro com Ele e com os irmãos como corpo de Cristo.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Ela respondeu: Vai tudo bem.” II Reis 4:26

O Livro dos Reis registra a História dos reis de Israel e Judá. Como o povo de Israel é o povo de Deus, em cada reinado havia um ministério profético que o acompanhava. O profeta neste tempo era Eliseu, sucessor de Elias.

No capítulo 4 deste livro estão registradas duas histórias que chamam a atenção: a da viúva POBRE cujos filhos estavam para ser levados como escravos para pagamento de dívida; e a da RICA habitante de Suném, que não tinha filhos.

Estas duas histórias, uma após outra colocadas pelo autor bíblico, nos dá algumas lições:

  • A viúva pobre estava prestes a perder os filhos, que seriam levados como escravos, para pagamento de uma dívida deixada pelo falecido. Esta pede a ajuda do profeta.
  • A rica habitante de Suném não tinha necessidades (v.13), mas convidava o profeta que passava em frente a sua casa para entrar e fazer refeições com sua família.
  • A Viúva não tinha pão. A habitante de Suném convidava o profeta para comer pão (v.8).
  • A viúva estava prestes a perder os dois filhos. A habitante de Suném não tinha filhos.
  • Ambas eram cristãs. Uma tinha necessidades e pediu ajuda, a outra tinha em abundância e desejou repartir e abençoar o profeta.
  • Uma teve seu problema solucionado na multiplicação do azeite e, com ele, pagou a dívida e sobreviveu.
  • A outra tinha boa situação financeira e olhos espirituais abertos, pois viu que Eliseu era um santo homem de Deus, viu o que Eliseu tinha de bom e não os seus defeitos. Por conta de sua bondade para com o profeta, recebeu um filho por milagre duas vezes, uma porque não podia ter filhos e outra, através da ressurreição.
  • Deus abençoou a que tinha necessidades e também a próspera, pois o nosso Deus não faz acepção de pessoas.
  • Alguns tem necessidades, outros são prósperos, mas ambos precisam de Deus.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Tito 2:1

Na cidade de Gloucester, na Inglaterra, no ano de 1780, surgia a primeira Escola Dominical, capitaneada pelo jornalista cristão Robert Raikes, preocupado com as crianças em situação de abandono em sua cidade, com o aprendizado delas. Eram adolescentes  que cometiam pequenos delitos, aquele tipo de gente que ninguém olhava.

No Brasil,  a primeira Escola Dominical que se tem notícia se reuniu em 1855, na cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, por iniciativa do casal de missionários  da Igreja Congregacional Robert e Sara Kalley.

Hoje, em nosso país, 239 anos depois, na maioria das Igrejas a Escola Dominical saiu de moda, tornou-se obsoleta. Este desaparecimento da Escola Dominical parece ter sido em grande parte incentivado pela onda de superficialidade do nosso tempo. As pessoas estão  viciadas em coisas práticas e rápidas, não querem esforçar-se mais, tudo que é elaborado, que exige ensino, compreensão, meditação, que leva tempo tem sido descartado por pessoas que não aprenderam o suficiente, são analfabetos funcionais ou preguiçosos mesmo.

A Bíblia é um universo de conhecimento a respeito da Pessoa Bendita de Deus a ser aprendido por nós, mas não é algo facilmente digerido, leva tempo, demanda esforço e paciência, mas a vida agitada e estressada, competitiva e cheia de compromissos não nos permitem um tempo para Deus, seja em oração,  ou para ouvir a Sua voz, ou para estudar a Sua palavra.

Já no tempo do Apóstolo Paulo, faço alusão ao texto em epígrafe, falava-se muita besteira a respeito de Deus e da sã doutrina, por isso, Paulo exorta a Tito: “ Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Para isto, a Escola Dominical é perfeita, corrige erros, ensina a Bíblia onde a sã doutrina está contida, fortalecendo a fé dos crentes, impedindo-os de serem arrastados pelos “ventos de doutrina”  tão propalados  hodiernamente. Valorize a sua escola dominical, dedique um pouco de tempo ao aprendizado, vai valer a pena!

Reverendo Cezar de Oliveira

“Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de Mim.” João 5:39

Com vistas à maturidade e crescimento espirituais precisamos conhecer, no mínimo, três situações de forma bem íntima: 1) a Pessoa de Deus e Sua vontade exarada nas Escrituras; 2) a nós mesmos, nossos dons e aptidões, fraquezas e brechas; 3) o mundo em que vivemos e para o qual fomos enviados.

Como Deus resolveu se revelar através das Escrituras, para conhecê-Lo, precisamos aprender a ler as Escrituras (readquirir este bom hábito de ler a Bíblia), entender e como podemos ler as Escrituras a fim de conhecer a Deus através da própria revelação que Ele nos deu. Conhecemos a Deus também pela nossa própria experiência de vida com Ele, mas este conhecimento experencial precisa ser precedido pelo revelacional, isto é, o conhecimento de Deus através das Escrituras.

Segundo Richard Longeneker, existem três formas de leitura da Escritura: 1) Leitura Devocional; 2) Leitura Homilética (investigar o texto para a pregação da Palavra); 3) Leitura Acadêmica (para auxiliar nos estudos acadêmicos). O que nos interessa prioritariamente como igreja, é a primeira forma, a Leitura Devocional.

Ainda segundo Longeneker, a leitura devocional tem como foco a “direção espiritual e a edificação da vida vivida pela fé”. Se queremos conhecer a Deus e crescermos espiritualmente não podemos desprezar a prática devocional de leitura da Palavra clara e poderosa de Deus. Não devemos esquecer também, que é o Espírito Santo quem abre os nossos olhos espirituais para enxergarmos além da letra escrita, a vontade de Deus e Quem Ele é, através desta leitura. Devemos ter cuidado com a leitura, pois é possível que venhamos a impor nossos próprios interesses, questões e ideias ao texto, para confirmar alguma posição que já temos. Outra situação possível na leitura, é que, mesmo entendendo o que lemos, hesitamos frequentemente em colocar em prática o que lemos, porque isto exigiria uma reorientação da nossa vida, isto é, mudança. Em outras palavras, nós conseguimos entender, mas falhamos em praticar (Mt 7:24 a 27; Jo 13:17; Tg 1:22).

Mas esses perigos de forma alguma invalidam leituras devocionais, já que são as Escrituras que alimentam a alma cristã  e são o meio que Deus usa para dar alimento espiritual ao seu povo. Portanto, ler as Escrituras diária e devocionalmente, entendê-la e praticá-la é o caminho para o crescimento espiritual e reorientação do caminho, mudança de vida.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Por isso, cingindo o vosso entendimento, sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo.” I Carta de Pedro 1:13

Viver o Evangelho começa com um novo nascimento, uma nova vida, o que implica em um aprendizado para viermos esta nova vida. A Carta aos Efésios 2:1, fala sobre nossa vida antiga, uma vida sem Deus, morta nos delitos e pecados. Uma vez salvos pela graça de Jesus por meio de Seu sacrifício, através da fé, somos despertados da morte, nos arrependemos dos nossos pecados e somos vivificados pelo Espírito Santo, entrando numa vida que é nova, da qual conhecemos pouco.

Desta forma, a exortação do Apóstolo Pedro fica clara quando ele diz: redimensionem o vosso entendimento com pensamentos do alto, parem de se desesperar como os ímpios que não sabem para onde vão, mas aprendam a esperar inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo. A vida cristã se baseia na Pessoa Bendita de Cristo, está ensinada detalhadamente na Bíblia, e precisa ser entendida e aplicada no cotidiano da nossa vida neste mundo. Mas não é isto o que acontece. Somos rasos e superficiais no exercício da nossa fé, ainda não cremos no perdão de Deus e temos dificuldade de perdoar-nos e aos outros, ainda julgamos, ainda falamos mal do nosso próximo, ainda guardamos mágoas no nosso coração, ainda desejamos vingança, ainda somos facilmente vencidos pelo cansaço e pelo desânimo, não buscamos a Deus de todo o coração, somos excessivamente materialistas, precisamos crescer muito, aprender muito para alcançarmos a maturidade que Deus quer que tenhamos.

Portanto, peço sua atenção para o mês de Setembro em nossa Igreja, pois trabalharemos a necessidade que temos de conhecer o Senhor, prosseguindo neste conhecimento até à Sua volta, crescendo num relacionamento de intimidade com Ele. Desta forma, vamos identificar nossas fraquezas, enxergar nossas capacidades e dons, e crescer, nos tornando mais firmes, menos suscetível aos ventos, provações, desalentos, ataques de satanás. Em outras palavras, nos fortaleceremos na força do poder de Jesus Cristo, parando de reclamar, de ser o problema, para passar a fazer parte da solução. Esta é a hora que não mais apontamos coisas erradas, mas já as corrigimos. Vamos aprender?

Reverendo Cezar de Oliveira

“Teve Paulo durante a noite uma visão em que o Senhor lhe disse: NÃO TEMAS; PELO CONTRÁRIO, FALA E NÃO TE CALES;” Atos 18:9

Paulo estava na Cidade de Corinto, na região da Acaia, falando de Jesus aos judeus na sinagoga e recebeu forte oposição de alguns líderes. Paulo saiu da sinagoga e foi para a casa de Tício Justo, quando recebeu a visão onde Deus fala com Paulo que não parasse de falar, pois Ele era com Paulo e ninguém faria mal a ele, pois Deus tinha muito povo naquela cidade. Paulo permaneceu ali durante um ano e seis meses. O fruto disto foi a formação da Igreja de Corinto.

Uma Igreja Missional é uma Igreja voltada para o mundo onde, nele, cumpre a missão de Deus, pois assim como em Corinto, Deus tem muito povo no bairro da Freguesia, na sua família, nos seus colegas de trabalho, na sua vizinhança, que precisam ser alcançadas, precisam conhecer o amor de Deus.

A palavra “missional” é usada para descrever a natureza da Igreja. Na sua melhor definição, “missional” descreve não uma atividade específica da Igreja, mas a própria essência e identidade da Igreja à medida que ela assume seu papel na história de Deus no contexto de sua cultura e participa na missão de Deus no mundo.

Missão lembra à Igreja quem ela é, porque ela está aqui neste mundo, também lembra à Igreja a QUEM ela pertence. A Igreja foi chamada não para viver em si ou para si, mas para o mundo, para viver em favor dos outros, para que estes outros conheçam o amor de Deus.

Neste último domingo de Agosto, quero compartilhar com você nossa responsabilidade missionária que, como Igreja, somos chamados para uma missão: resplandecer a Luz de Deus num mundo mergulhado em densas trevas, revelando o amor de Deus através das práticas cotidianas da nossa vida, nos nossos relacionamentos. Que Deus nos ajude a compreender e praticar missão.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Havia na Igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, Lúcio de Cirene, Manaem e Saulo. E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Separai-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e impondo sobre eles as mãos, os despediram.”  Atos dos Apóstolos 13: 1 a 3

Antioquia foi a primeira Igreja criada a partir de pessoas não judias, isto é, a primeira Igreja gentílica da história, fundada por irmãos anônimos que foram dispersos após o apedrejamento de Estêvão. Esta Igreja era uma Igreja engajada na Missão.

Uma Igreja engajada tem profetas e mestres. Profetas ouvem de Deus e transmitem ao povo os seus oráculos. Mestres são os que ensinam. Se lembrarmos das palavras do profeta Oseias 4:6, onde diz “o meu povo está sendo destruído porque lhe falta conhecimento,” vamos verificar a importância dos que ensinam.

Uma Igreja engajada vive em jejum e oração, pois é desta forma que estabelecemos intimidade com Deus, nos aproximamos Dele e conhecemos o desejo do Seu coração, ou seja, a Sua vontade.

Uma Igreja engajada é uma Igreja que ouve a voz do Senhor, ouve o Seu chamado. É uma Igreja pronta para obedecer a Palavra do Senhor, uma Igreja pronta para usar seus dons e talentos para realizar a vontade do Senhor, uma Igreja que disponibiliza seu tempo para priorizar a vontade de Deus.

Uma Igreja engajada não faz o que quer, nem se preocupa apenas consigo mesma. A preocupação de uma Igreja engajada na Missão é saber como Deus a quer usar, uma Igreja engajada na Missão se preocupa com os perdidos, não para reclamar ou lamentar, mas para fazer algo, estender a mão para o necessitado. E o que podemos fazer de melhor para as pessoas do que mostrar o amor de Deus para elas?

Na madrugada de sexta para sábado, doze irmãos, incluindo a mim e Sonilda, saímos daqui da Igreja meia noite e quinze para entregar um lanche para os moradores de rua e um cobertor. Você pode pensar que é loucura sair na cidade do Rio de Janeiro, uma das cidades mais violentas do mundo, numa noite fria para fazer algo por pessoas que poderiam até nos fazer mal, mas o que nos move é o amor de Deus. Encontramos gente desagasalhada e a cobrimos. Encontramos gente com muita fome, que manifestou grande alegria quando recebeu um café com leite quente com um sanduiche, o que, talvez, fosse a única refeição daquela noite. Encontramos crianças sem agasalho, gente que após receber a pequena ajuda que demos, disse que precisava voltar para os caminhos do Senhor.

E você? É um crente engajado na missão? Te aflige ver tantas pessoas perdidas e sem rumo na vida neste mundo? Você está pronto para orar, jejuar, ouvir a voz de Deus e obedecer?

Reverendo Cezar de Oliveira

“E vós, PAIS, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do SENHOR.” Carta aos Efésios 6:4

Hodiernamente, vivemos um tempo muito difícil de entender os papéis de cada um dentro da estrutura social num mundo globalizado, numa sociedade líquida, que muda os seus conceitos muito rapidamente.

Segundo Myles Munroe, no seu livro Entendendo o Propósito e o Poder dos Homens, ele diz: Historicamente, os homens definem a sua masculinidade pelos vários papéis que desempenham na sua família e na sociedade em que vivem. Agora, estes papéis estão em transição… Como resultado disto, muitos homens creem que perderam parte de si mesmos, mas não possuem nada de concreto para substituir isto.”

Estas mudanças na sociedade, que influenciam a Igreja e a família, deixam um vazio no papel da masculinidade, qual a necessidade do homem em sua família, como ele pode exercer seu papel de pai junto ao seu filho, e a nossa sociedade prega que o pai tem de ser amigo do filho. Quando o Pai se torna amigo ele deixa de ser pai, amigo não disciplina, não é exemplo, não tem autoridade como sacerdote da sua casa para corrigir, apontar e dirigir a vida dos filhos no temor do Senhor.

Ainda segundo Munroe, os homens não sabem mais como serem maridos para as suas esposas e pais para os seus filhos, tendo em vista as várias mudanças e informações de um mundo globalizado onde as culturas se misturam. Por exemplo: a sociedade diz que o homem deve olhar e tratar a mulher como uma pessoa igual a ele. Mas, também diz, que ele deve ser carinhoso e delicado no trato com a mulher, romântico e gentil. Qual dos dois papéis ele terá de exercer? Com os filhos, a sociedade diz que você não pode dar uma palmada, nem pode deixar de castigo, pois isto se traduziria como maus tratos, então, a educação deixou de existir e as crianças estão questionando as opiniões dos pais como lhes fossem iguais a eles.  Neste contexto, os pais deixaram de ser sacerdotes de sua família, para ser refém das vontades que a sociedade imprime na família. O sacerdote leva sua família à presença de Deus através da oração, autoridade espiritual e exemplo pessoal.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Todos estes perseveraram unânimes em oração, com as mulheres, com Maria mãe de JESUS. E com os irmãos dele.” Atos 1:14

O evangelista Lucas, grego e único escritor gentílico da Bíblia, escrevendo ao aristocrata grego Teófilo com a finalidade de instruí-lo a respeito do verdadeiro evangelho para que este, influenciasse no processo de Paulo para sua absolvição, demonstra uma conexão da missão de Jesus presente no Evangelho de Jesus segundo Lucas, com a missão

 da igreja presente no Livro de Atos dos Apóstolos.

Esta conexão se dá da seguinte forma:

A primeira conexão é HISTÓRICO-REDENTORA – Lucas introduz a história da salvação em três épocas: 1.1) À época de Israel quando menciona João Batista, o último profeta antes do período da Graça. 1.2) À época do ministério de JESUS, colocando este como parte central de toda a história. 1.3) À época da história da Igreja, iniciando no Pentecoste. Nisto, vemos a importância central da Obra de Cristo e o papel da Igreja na obra da Redenção, para dar continuidade ao que Cristo começou com Sua morte e ressurreição.

A segunda conexão é representada pelos paralelos literários entre o Evangelho e o Livro de Atos. Ambos os livros começam com oração (Lc 3:21 e At 1:14). A resposta a ambas as orações são a vinda do Espírito Santo, sobre Jesus no Batismo e sobre a Igreja no Pentecostes (Lc 3:22 e At 2:1 a 13). A vinda do Espírito Santo é seguida de um discurso ligando o Espírito Santo à missão (Lc 4:16 a 21 e At 2:14 a 39). Os dois discursos inaugurais têm o mesmo tema: Libertação (Lc 4:18 e At 2:38). Segue-se ao discurso imediatamente uma cura (Lc 5:17 a 20 e At 3:1 a 10). Em face da cura há um levante dos líderes religiosos judeus (Lc 5:21 e At 4:1 a 22). O objetivo teológico desse padrão literário no Livro de Atos é destacar, demonstrar como a Missão de Jesus continua por meio da Missão da Igreja, por meio do Corpo de Cristo, Sua Comunidade.

Esta conexão coloca uma responsabilidade sobre os nossos ombros, Igreja do século XXI, somos chamados para dar continuidade à obra redentora de Jesus, que Ele iniciou com Sua Morte e Ressurreição. Portanto, compartilhe o amor de Deus com oração, com o auxílio do Espírito Santo que é o Senhor da Missão, e com a pregação clara e poderosa do Evangelho no poder do Espírito.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em TUDO Naquele que é a Cabeça, CRISTO.” Carta aos Efésios 4:15

O apóstolo Paulo falando à Igreja de Éfeso, nos dá uma informação valiosa: a Igreja precisa seguir a VERDADE em AMOR, a fim de crescer em tudo segundo a vontade de Cristo que é a cabeça do Corpo. Seguir a Verdade, que é Cristo, significa contrariar este mundo, que segue a mentira. A Verdade precisa ser seguida em amor, pois, sem amor nada tem sentido ou alcança seu objetivo. Desta forma, vivendo segundo a vontade de Deus em amor, cresceremos em tudo, isto é, em todas as áreas, espiritual e numericamente.

Uma noiva preparada, tema que trabalhamos todo o mês de Julho, nosso aniversário,  tem três desafios principais neste mundo:

1)Viver em Amor. Precisamos aprender na prática a amar uns aos outros. Geralmente, trazemos a hipocrisia tão comum no mundo para dentro da Igreja e comunhão, ao invés de levar o amor de Deus para o meio do mundo em que vivemos. Viver em amor de verdade é um dos desafios da noiva preparada.

2)Viver na Unidade do Corpo, apesar de nossas diferenças e dos ataques insistentes de satanás em destruir esta unidade. Somos muito diferentes, compreensões diferentes, visão diferente, conceitos diferentes mas fé igual, em nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, todos nós fomos lavados no mesmo sangue, o de Cristo.

3)Estar sintonizados com a Vontade de Deus todo tempo, sem nos acomodarmos. Jesus veio salvar pecadores. A Igreja precisa fazer o mesmo. Esta é a prioridade da Igreja no mundo, visto que, antes de subir para a direita do Pai, Ele deu a instrução: IDE, portanto, e pregai o Evangelho do Reino a toda criatura de todas as nações.

Estamos preparados para responder a estes desafios básicos como Igreja, a Noiva preparada para receber o noivo? Certamente estamos caminhando nesta direção quando amamos e respeitamos os irmãos e acolhemos em amor aqueles que estão chegando. Que Deus nos ajude.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Um amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade.” Provérbios 17:17

Uma amizade verdadeira não tem preço e nem pode ser comprada, mas tem valores. A amizade não implica necessariamente em que os amigos estejam sempre juntos, às vezes, nos distanciamos, mas a amizade resiste as distâncias.

Segundo a Bíblia, a amizade é muito preciosa, fala da amizade de Jônatas, filho de Saul e Davi, a amizade de Davi e seu general Joabe, a amizade de Jesus com Pedro, Tiago e João, aos quais Jesus chamou para que participassem de momentos icônicos de Seu ministério público, também existe o belíssimo exemplo de Rute com sua sogra Noemi, a amizade de Josué e Calebe, dentre outros exemplos.

O texto em epígrafe fala que um amigo torna-se um irmão na adversidade. Exortamos a cada um que cultive boas amizades, preserve os amigos, cuidando deles com muito carinho, tendo em vista a elevada importância da amizade.

A Igreja é uma grande família, somos irmãos, somos amigos. Temos um relacionamento. Para a Igreja, a amizade também tem grande relevância.

Pensando nisto, também em face do nosso aniversário, como parte das comemorações, queremos convidar TODA a Igreja para participar de uma festa de comunhão que denominamos FESTA DA ROÇA, que acontecerá no próximo sábado, dia 27 de julho de 2019, as 16 horas, no Condomínio Pedras Douradas (Estrada do Quitite, 1361 – esta estrada é acessada pela Rua Uruçanga, depois estrada do Bananal e, o seguimento à direita é a Estrada do Quitite, o condomínio fica no final). Esta festa é comunitária, isto é, cada família levará um prato típico (cocada, pé de moleque, canjica, cural, milho cozido, pamonha, dentre outros, veja lista na mesa do salão da Igreja).

Este será um momento em que celebraremos o aniversário da igreja e a amizade existente entre nós. Será imperdível!

Reverendo Cezar de Oliveira

“E saindo elas para comprar o óleo, CHEGOU O NOIVO. As virgens que estavam PREPARADAS entraram com ELE para o banquete nupcial. E A PORTA FOI FECHADA.” Evangelho de Jesus segundo MATEUS 25:10

Uma Igreja preparada é uma Igreja pronta, vigilante, atenta, que busca a Deus de todo o coração diariamente, visando estabelecer um relacionamento com ELE. Uma Igreja que vive o amor de Deus tendo em mente o Evangelho de Jesus segundo João 13:35 “Com isto todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros.”

Jesus conta uma parábola em Mateus 25: 1 a 13. Uma parábola é uma figura de linguagem que transmite uma mensagem indireta através de uma alegoria, por meio de comparação, isto é, a parábola das virgens prudentes é uma comparação com a Igreja, ambas esperam o Noivo e, nesta espera, precisam preparar-se para quaisquer situações que possam ocorrer, visando afastá-las do foco, que é CRISTO.

Esta parábola de Jesus nos ensina que a Igreja precisa estar preparada para o encontro com o Noivo. O encontro com o Noivo pode demorar mais tempo do que pensamos, mas é certo que acontecerá. O mundo onde a Igreja está é agressivo e usará todo seu arsenal para desfocá-la, desfigurando-a, através da falta de amor, de unidade, de respeito, de comunhão mútua, de entendimento do propósito de Deus. Os bombardeios são constantes, por isso, cada um de nós, membros do corpo de Cristo, precisamos vigiar e usar as armas espirituais. Os problemas se avolumarão em nossa vida, principalmente quando deixamos de viver uma vida em Cristo, estes problemas nos distrairão, nos impondo um afastamento de Deus. É possível que coloquemos a culpa na Igreja, na família que temos, no estresse, mas, na verdade, a culpa será sempre nossa porque não vigiamos e permitimos ser envolvidos pelas armadilhas deste mundo. Que Deus nos ajude a ser prudentes e não insensatos para encontrarmos com o Noivo.

Reverendo Cezar de Oliveira

“O Espírito e a Noiva dizem: VEM! Aquele que ouve, diga: VEM! Aquele que tem sede VENHA, e quem quiser receba de graça a água da vida.” Livro do Apocalipse 22:17

Hoje é o primeiro domingo de Julho, no dia 16, terça-feira, a IGREJA completa 14 anos de organizada como IGREJA PRESBITERIANA DO BOSQUE DA FREGUESIA. Comemoraremos todo o mês de JULHO, com o tema: IGREJA, A NOIVA PREPARADA PARA RECEBER O NOIVO.

Sabemos que JESUS está às portas para buscar a sua NOIVA, mas, neste momento, a pergunta pertinente é: estamos preparados para este evento único na história? A palavra diz que o Senhor vem buscar uma igreja sem mancha, ruga ou mácula.  Quando olhamos para a igreja hoje, num sentido geral, não vemos tal preparo requerido pelas Escrituras. Por esta razão, este tema para o nosso aniversário, queremos que a igreja olhe para si mesma e perceba o quanto precisa do Senhor.

O texto acima, presente no último capítulo do Livro do Apocalipse, fala do Espírito Santo que está na Terra desde Atos dos Apóstolos 2, quando o Espírito Santo ou Consolador como disse Jesus em Seu evangelho segundo João capítulos 14 e 16, veio para ficar junto com a igreja e acompanhá-la na segunda vinda do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. O Espírito (que está na Igreja) e a própria Igreja ou Noiva, ou ainda Corpo de Cristo, dizem VEM! Esta palavra indica preparo, estar pronto. Como Igreja Presbiteriana do Bosque da Freguesia podemos dizer o mesmo? Podemos dizer para o nosso Amado, VEM!? Somos seguidores de Jesus e, como tais, precisamos andar como Ele andou, atender o Seu chamado e aceitar o desafio de parecer mais com Cristo a cada dia e menos conosco a cada dia. A ideia neste mês de JULHO é que a Igreja se santifique, reconheça e se arrependa dos seus pecados e se posicione corretamente diante de Deus, deste mundo tenebroso. Que Deus nos ajude.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.” Epístola de Paulo aos Romanos 12:10

Falamos, durante este mês de junho, sobre o tema ESPIRITUALIDADE como um relacionamento com Deus através de exercícios espirituais tais como oração diária com um tempo específico reservado, leitura da Palavra, Meditação na Palavra, Momento de Silêncio diante de Deus para ouvir Sua voz, dentre outras. Hoje, no último domingo em que trataremos do tema, desejamos falar sobre o aspecto social e de comunhão da espiritualidade.

O apóstolo Paulo usa algumas metáforas para referir-se a Igreja. Separamos duas destas metáforas: 1) Corpo de Cristo; 2) Família de Deus. Como Corpo de Cristo, Paulo enfatiza a participação harmônica de cada crente na Igreja, como membro do Corpo. Como está a sua participação no Corpo de Cristo? A segunda metáfora, a Família de Deus, nos remete às questões relacionais e emocionais entre os membros do Corpo de Cristo. A este respeito, o apelo do apóstolo é enfático: “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal.” Como anda seu relacionamento com seus irmãos? Você e eles se sentem acolhidos na Igreja, a Família de Deus?

A família é a matriz da sociedade em geral. O respeito às regras e aos outros, o comportamento educado de cada um, a solidariedade, o cuidado com a natureza são aprendidos pelos indivíduos em família, através dos pais, avós, tios, dentre outras pessoas que influenciam em cada família a formação do caráter. Se temos famílias fortes temos igrejas fortes. Se temos famílias fracas, de relacionamentos distantes, isto se refletirá na Igreja.

Deus criou a Igreja para acolher todos os que Ele envia através do AMOR. Desta forma, a Igreja é um local de acolhimento, de segurança e de cura, onde as pessoas são ensinadas a respeito do amor de Deus e, experimentando este amor, possam amar seus familiares, amigos, vizinhos, refletindo o amor que os alcançou, a fim de alcançar outros. A Igreja é o Corpo de Cristo, a Família de Deus, mas não somos perfeitos, por isso, precisamos ter paciência uns com os outros. A Espiritualidade, alinhada com os mandamentos, também se expressa na prática do amor uns pelos outros. Cuide do seu irmão, pois ele é uma pessoa por quem Cristo morreu.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Bendize ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao Seu santo nome.” Salmo 103:1

Deus é o Senhor da história, Ele usa homens e mulheres no decorrer do tempo a fim de que estes cumpram o Seu propósito, mas Deus não chamou pessoas santas, incorruptíveis, mas pecadores que foram transformados num relacionamento com Ele.

Abraão, por exemplo, mentiu conscientemente algumas vezes que Sara não era sua esposa e, sim, sua irmã. Na verdade, Sara era sua meia irmã, mas naquele momento ela era sua esposa. Abraão precisou reconhecer suas falhas e aprender a depender de Deus.

Davi, o rei modelo de Israel, vencedor, carismático, habilidoso, mas carnal. Tendo todas as mulheres solteiras e viúvas de Israel à sua disposição, Davi encantou-se por Bate-Seba esposa do hitita Urias. Ele a engravidou e, para encobrir seu pecado, assassinou Urias ordenando a Joabe que o abandonasse à frente da batalha. Davi pagou duro preço pelo seu pecado (vide II Livro de Samuel 12 e capítulos seguintes). No Salmo 32 e 51 ele se arrepende profundamente e reconhece que sem Deus nada é e nem poderia fazer nada. No pó e na cinza, quebrado, o rei estava pronto para ser usado por Deus.

Saulo de Tarso era um gênio desde novo, forte de propósito e determinado. Aos vinte anos recebeu o grau equivalente ao de PhD, respeitadas as proporções de sua época. Foi educado aos pés do maior Mestre vivo de sua época, Gamaliel, o homem capaz de calar a fúria do Sinédrio com uma palavra. Versado na Lei, fariseu impecável em todo o seu procedimento, e perseguidor da Igreja. Até que, no caminho de Damasco, ele tem um encontro com Jesus, cai do cavalo, é abandonado pelos amigos, deixa de enxergar e fica muito confuso. Quebrado, ele declara que todo o seu conhecimento é considerado como esterco para ganhar a Cristo. Desta forma, ele está pronto para ser usado por Deus.

O que vemos é que Deus chama pessoas comuns, com suas fraquezas cotidianas, e as transforma em grandes homens e mulheres, ícones na história, quando estes reconhecem suas fraquezas, se arrependem das mesmas e aprendem a depender de Deus. Nas mãos de Deus em plena confiança Nele, mudaram a história. Isto é aplicável à nossa vida hoje, aprenda a depender de Deus.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica  por todos os santos”  Efésios 6:18

A Missão Portas Abertas cuja finalidade é orar e assistir igrejas em locais em que o Evangelho é proibido, programou este domingo no Brasil para intercessão pela Igreja da Coréia do Norte.

A Coréia do Norte é o primeiro país no ranking dos países mais fechados para o Evangelho. Se você for pego com a Bíblia, a pena é a morte. Se você for pego pregando o Evangelho a alguém, a pena é a morte. Existem 300 mil cristãos neste país de população em torno de 11 milhões, a maioria está em campos de trabalho forçado, sem nenhuma condição de sobrevivência, os mais fracos não conseguem sobreviver sequer por um ano em tais condições.

Há extrema necessidade de intercessão para que o governo comunista de ditadura hereditária da Coréia mude, seja democratizado ou se unifique com a Coréia do Sul, que é 80% cristã. A Coréia do Norte tem o quarto maior exército treinado e fortemente armado. O povo oprimido passa fome e muitas outras necessidades em face dos fortes embargos econômicos impostos pelos Estados Unidos por causa das armas nucleares que a Coréia insiste em fabricar.

Hoje, peço que você ore pela Igreja perseguida na Coréia do Norte, a fim de que tenham liberdade religiosa de viver a sua fé, para que tenham uma qualidade de vida pelo menos razoável, também para que arquivem o projeto com armas nucleares que patrocinam o bloqueio internacional que maltrata a economia e a tira capacidade do cidadão de ganhar o pão de cada dia. Ore para que os crentes sejam consolados e animados em sua fé. Ore pelas crianças e pelos idosos, que formam a população mais vulnerável. Creio no poder da oração.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento.” Mateus 9:13

Jesus, conscientemente, em seu ministério público, se volta para os publicanos e pecadores, porque sabe que eles estão abertos para o amor de Deus. Os justos, pelo contrário, muitas vezes giram apenas em torno de si mesmos. Enquanto para os pecadores e os fracos Jesus se apresenta manso e misericordioso, Ele condena asperamente os fariseus. Os fariseus são os típicos representantes da espiritualidade de cima. Eles não deixam de ter boas qualidades, ou de querer agradar a Deus com todo o seu agir, mas não percebem que, empenhando-se em observar todos os mandamentos e cada vírgula da Lei, eles não estão pensando em Deus, mas, sim, em si mesmos. Acreditam que podem cumprir os mandamentos de Deus por suas próprias forças. Estão bem menos interessados num encontro com Deus do que na justiça e no cumprimento da Lei. Mesmo que desejem fazer tudo por Deus, não obstante eles não têm necessidade de Deus, não precisam Dele. O que antes de tudo lhes importa é o cumprimento das normas e dos ideais que se impuseram a si mesmos. De tanto se fixarem nas regras da Lei e nas tradições do seu povo, eles perderam de vista o que Deus realmente deseja do homem. No Evangelho de Jesus segundo Mateus, Jesus diz expressamente: Misericórdia quero e não sacrifícios. Em Lucas 18:9 a 14, Jesus mostra que não deseja uma espiritualidade de cima, isto é, que busca cumprir com nossas forças os nossos ideais, mas uma espiritualidade de baixo, porque esta abre o coração do homem para Deus. O coração contrito, ferido e humilhado abre-se para Deus.

Deus quer um relacionamento com Seus filhos e isto só é possível quando meus conceitos caem por terra, e eu enxergo quem realmente sou, como fez o publicano, que bateu no peito e reconheceu suas fraquezas, clamando pela ajuda de Deus.

Reverendo Cezar de Oliveira

“Por que estás deprimida, minha alma? Por que chora de melancolia? Olhe para Deus, e logo O louvará outra vez.” Salmos 42:5

A ESPIRITUALIDADE é o nosso tema neste mês de Junho, mas o que é isto? Espiritualidade é algo que acontece no coração, e pode ser definida como um relacionamento contínuo e íntimo com Deus. A espiritualidade acontece através de atitudes espirituais tais como oração com dia, hora e locais marcados, meditação em um ou mais versos da palavra, jejum e consagração da vida, um tempo de silêncio diante de Deus para ouvi-LO, dentre outras práticas espirituais. A iniciativa é nossa como diz o Profeta Jeremias 29:12 e 13: “Então, Me invocareis, passareis a orar a Mim, e Eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração.” A espiritualidade pode ser explicada por uma busca da Pessoa de Deus, como diz o Salmos 42:1: “Como suspira a corça pela torrente das águas, assim, por Ti, ó Deus, suspira a minha alma.”

Os estudiosos classificam a espiritualidade em duas: a do alto e a de baixo. A espiritualidade do alto é aquela baseada em ideias de santidade, perfeição e pureza de vida. Esta modalidade esbarra no problema da imperfeição do ser humano por causa do pecado. Muitas pessoas buscando perfeição, pureza e santidade, não conseguindo alcançar seus ideais de vida perfeita se frustram e ficam divididas entre a vida ideal, desejada, e a vida real, vivida na prática.

A espiritualidade de baixo, é aquela que não pode acontecer sem que eu me conheça a fundo, quem realmente sou, é operacionalizada quando olho com coragem para dentro de mim, sem medo de contemplar minhas fraquezas e necessidades. O Evangelho de Jesus segundo Mateus 5:3 diz: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.”   Eu não posso conhecer a Deus sem antes conhecer a mim mesmo, minha alma deprimida, minhas fraquezas emocionais e espirituais e assim, buscar a Deus de todo o coração, buscando Seu auxílio, em Sua total dependência, pois “Sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5).

A espiritualidade verdadeira é uma profunda comunhão com Deus, marcada por uma total dependência Dele dia a dia (Mt 16:24). Desafio você a deixar a superfície e mergulhar nas águas de Deus neste mês de Junho.

Reverendo Cezar de Oliveira

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